A expectativa de entrada de cerca de 4 bilhões de litros adicionais de etanol na safra 2026/2027 reposiciona o biocombustível como um dos principais instrumentos de amortecimento da alta da gasolina no Brasil. Em um cenário de petróleo pressionado e maior volatilidade geopolítica, o aumento da oferta doméstica tende a reduzir — ainda que parcialmente — a transmissão dos choques externos para o consumidor.
A base dessa dinâmica está na própria estrutura do mercado brasileiro. Desde a introdução dos veículos flex, hoje amplamente dominantes nas vendas de automóveis leves — chegando a mais de 80% dos veículos novos —, o consumidor passou a arbitrar diretamente entre etanol e gasolina no abastecimento. Nesse ambiente, o preço relativo entre os combustíveis se torna decisivo: quando o etanol permanece abaixo de cerca de 70% a 73% do valor da gasolina, ele ganha competitividade e desloca demanda.
Com informações do CNN Brasil
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