Eventos extremos cada vez mais frequentes colocam o clima no centro das atenções. Cientistas acompanham a formação de um “Super El Niño”, que pode se tornar um dos mais intensos já registrados.
Para entender como o fenômeno se forma e tentar antecipar seus efeitos, pesquisadores combinam tecnologias de monitoramento com registros preservados pela natureza ao longo de milhares de anos.
Hoje, os cientistas conseguem acompanhar a evolução do El Niño com meses de antecedência e entender melhor os mecanismos que alimentam o fenômeno.
As informações do passado ajudam a entender o comportamento do fenômeno, enquanto os instrumentos atuais permitem acompanhar o que está acontecendo agora.
As projeções indicam que o El Niño pode se intensificar ainda mais, com 90% de probabilidade de o evento ser muito forte.
O fenômeno ocorre em um planeta já aquecido pelas mudanças climáticas. Segundo McPhaden, este ano pode ser o mais quente já registrado. E, se não for, 2027 certamente será.
No Brasil, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em Cachoeira Paulista (SP), ampliou a capacidade do supercomputador usado para previsões meteorológicas e pretende expandi-la ainda mais nos próximos anos.
Para os pesquisadores, o desafio aumentou porque os padrões climáticos do passado nem sempre servem mais como referência. Os modelos matemáticos precisam ser constantemente atualizados para acompanhar uma realidade em transformação.
O pico do fenômeno é esperado para dezembro, mas seus efeitos devem continuar depois disso.
Com informações do g1
Foto: Reprodução/TV Globo





